Retalhos do passado...
Desisti de tentar compreender-te... parece-me que pude gostar de ti, precisamente, porque nunca te consegui entender; e, hoje, tenho plena convicção de que serei capaz de passar por cima, exactamente por nunca te ter desvendado. Insólito... duas faces da mesma moeda.
"Nunca me esqueci de ti"... O Rui veloso canta baixinho. Páro o que estou a fazer. Concentro-me na letra e escuto o meu coração. Sinto-me segura mas, em simultâneo, estupidamente frágil. Sem que (racionalmente) me aperceba, desato a chorar... as lágrimas que me caem pela cara abaixo, para me irem morrer no colo, lavam-me a alma e inundam-me a vida... Nunca me esqueci de ti, porque é impossível!... Não se esquece nada, perdoa-se, relativiza-se, ultrapassa-se tudo mas, esquecer não se esquece nada. Esquecer implica apagar da memória e, felizmente!, isso é de todo impossível.
Cada pessoa que cruza o nosso caminho adquire um grau de importância - que muitas vezes varia, consoante o momento e o que dela carecemos- contigo, pude aprender que os outros têm a relevância que lhes atribuímos e, não é por alguém nos dar que sabe receber... infelizmente, estes verbos não são sinónimos. Sempre soubeste dar-me, dar-te... todavia, quando devias ter aberto os braços para receber o que tinha para te oferecer, quando esperava que me recebesses, recuaste! Porquê? Será que algum dia o saberei?
Mas...
... Não! "Nunca me esqueci de ti"... guardo comigo o que ficou de melhor, depois da tua partida... não te quero esquecer porque quero conservar, intactas, as nossas memórias. Memórias de um beijo... abraços... sonhos... o mar por cima...
Há uma espécie de romaria no ar... zarpei para o outro lado da vida... A luz mágica da manhã e o sol reflectido na água, anestesiam-me, sou invadida por uma calma doce e quentinha... aquele (!) sol de Inverno. Viagem tantas vezes repetida e sempre tão diferente. "Mar e Sol"... aquela pequena embarcação transporta-me para o avesso da alma, para o papel químico da minha vida. Fazia-me falta esta paz... precisava mesmo de parar para me entrevistar a mim própria (como dizia o O'Neill)... retemperar forças no porto seguro dos meus afectos. Mais perto do meu paraíso... inevitavelmente acabo por percorrer, ainda que de forma fugaz, os pormenores marcantes, os acontecimentos decisivos, dos últimos dez anos... Antes de desembarcar no cais, veio-me à memória aquela fraze que o meu amigo Z.M., recentemente, me ensinou... "A solidão é a pátria dos fortes"... o menino tinha, mesmo!, razão.
Estou de volta a Tróia... minha psicóloga natural... fazia-me falta esta solidão escolhida... lugar encantado, verdadeiro reduto das minhas memórias (talvez... as mais caras)... o tempo mudou, o curso do rio alterou-se. "Não é possível atravessar duas vezes o mesmo rio porque, o curso da água muda a cada segundo, assim como o homem que o atravessa"... Eu mudei!
Acho ue vim à procura de "cada lugar teu". A essência mantem-se...
Outra vez a saudade. Saudade de um tempo em que tudo foi diferente... o meu primeiro -GRANDE- amor. "... mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, mesmo que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só, eu vou guardar cada lugar teu, ancorado a cada lugar meu e hoje apenas isso me faz acreditar, que eu vou chegar contigo, onde só chega quem não tem medo, de naufragar..."
"Percorro os sinais... do que fomos... e ainda resiste". 1111 uma capicua na minha vida, um pequeno fragmento da nossa 'estória'... Rosmaninho... Tulipamar... o tempo não está -nem nunca esteve- perdido.
Reinventei-te noutras histórias, reconverti afectos, dei outro sentido ao que foi nossos... aprendi a procurar os teus abraços noutros braços. Isto não é traição, foi a forma que encontrei de sobreviver, de ser feliz (ainda que por breves instantes). Não te matei, apenas me limitei a fechar a porta guardando a chave comigo. Porém, o lugar que te pertence ninguém ocupa, é só teu (nosso!)... empresto os fragmentos e alimento o que ficou.
Caminho devagar pela praia deserta. Aos meus pés vêm morrer as ondas que o mar atira, furiosamente, contra a areia. O vento despenteia-me os cabelos e faz voar os meus pensamentos, ante os meus olhos humedecidos. Sou invadida por uma imensidão de sentimentos e mergulho no meu pequeno mundo. Tenho oura vez menos dez anos... aliso a areia porque hoje não vou erguer nenhum castelo. Já aqui escrevemos os nossos nomes e, o mar levou, da mesma forma que o tempo domesticou o amor que um dia te tive... Hoje, deixo apenas as nossas iniciais... nunca me esqueci de ti... segui em frente, fechei a porta mas, trago-te comigo.
Vestígios de ti... de mim... de nós... do que fomos e ainda somos. Tróia vai crescendo, evolução natural... fico contente mas, também tenho medo que este crescimento destrua este sítio mágico, porque se os lugares que alimentam a nossa memória forem adulterados, as nossas recordações não serão mais do que imagens... e, receio que n~qao resistam, dizem que o tempo destrói tudo -até as imagens mais queridas.
Faz-me falta o teu sorriso, faz-me falta amar o teu sorriso. Esta história deixou marcas indeléveis... durante muito tempo ainda sonhei reencontrar-te, algures, entre o passado e o futuro; hoje, vim só à procura da recordação do mais belo amor da minha vida, para relativizar, quem sabe... o presente... Retalhos do passado... um confuso emaranhado.
sempre gostei muito de te ver a sorrir... enchias-me a vida de côr e sabia-lo. Agora é a minha vez... revisitei as memórias e um enorme sorriso toma conta do meu rosto; acabou mas foi tão bom enquanto durou... valeu a pena pela intensidade com que foi vivido. Estou em paz. Arrrumo o passado numa gaveta da alma e sigo em frente, sem precisar olhar para trás. Não, nunca me esqueci de ti!
| "Nunca me esqueci de ti"... O Rui veloso canta baixinho. Páro o que estou a fazer. Concentro-me na letra e escuto o meu coração. Sinto-me segura mas, em simultâneo, estupidamente frágil. Sem que (racionalmente) me aperceba, desato a chorar... as lágrimas que me caem pela cara abaixo, para me irem morrer no colo, lavam-me a alma e inundam-me a vida... Nunca me esqueci de ti, porque é impossível!... Não se esquece nada, perdoa-se, relativiza-se, ultrapassa-se tudo mas, esquecer não se esquece nada. Esquecer implica apagar da memória e, felizmente!, isso é de todo impossível.
Cada pessoa que cruza o nosso caminho adquire um grau de importância - que muitas vezes varia, consoante o momento e o que dela carecemos- contigo, pude aprender que os outros têm a relevância que lhes atribuímos e, não é por alguém nos dar que sabe receber... infelizmente, estes verbos não são sinónimos. Sempre soubeste dar-me, dar-te... todavia, quando devias ter aberto os braços para receber o que tinha para te oferecer, quando esperava que me recebesses, recuaste! Porquê? Será que algum dia o saberei?
Mas...
... Não! "Nunca me esqueci de ti"... guardo comigo o que ficou de melhor, depois da tua partida... não te quero esquecer porque quero conservar, intactas, as nossas memórias. Memórias de um beijo... abraços... sonhos... o mar por cima...
Há uma espécie de romaria no ar... zarpei para o outro lado da vida... A luz mágica da manhã e o sol reflectido na água, anestesiam-me, sou invadida por uma calma doce e quentinha... aquele (!) sol de Inverno. Viagem tantas vezes repetida e sempre tão diferente. "Mar e Sol"... aquela pequena embarcação transporta-me para o avesso da alma, para o papel químico da minha vida. Fazia-me falta esta paz... precisava mesmo de parar para me entrevistar a mim própria (como dizia o O'Neill)... retemperar forças no porto seguro dos meus afectos. Mais perto do meu paraíso... inevitavelmente acabo por percorrer, ainda que de forma fugaz, os pormenores marcantes, os acontecimentos decisivos, dos últimos dez anos... Antes de desembarcar no cais, veio-me à memória aquela fraze que o meu amigo Z.M., recentemente, me ensinou... "A solidão é a pátria dos fortes"... o menino tinha, mesmo!, razão.
Estou de volta a Tróia... minha psicóloga natural... fazia-me falta esta solidão escolhida... lugar encantado, verdadeiro reduto das minhas memórias (talvez... as mais caras)... o tempo mudou, o curso do rio alterou-se. "Não é possível atravessar duas vezes o mesmo rio porque, o curso da água muda a cada segundo, assim como o homem que o atravessa"... Eu mudei!
Acho ue vim à procura de "cada lugar teu". A essência mantem-se...
Outra vez a saudade. Saudade de um tempo em que tudo foi diferente... o meu primeiro -GRANDE- amor. "... mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, mesmo que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só, eu vou guardar cada lugar teu, ancorado a cada lugar meu e hoje apenas isso me faz acreditar, que eu vou chegar contigo, onde só chega quem não tem medo, de naufragar..."
"Percorro os sinais... do que fomos... e ainda resiste". 1111 uma capicua na minha vida, um pequeno fragmento da nossa 'estória'... Rosmaninho... Tulipamar... o tempo não está -nem nunca esteve- perdido.
Reinventei-te noutras histórias, reconverti afectos, dei outro sentido ao que foi nossos... aprendi a procurar os teus abraços noutros braços. Isto não é traição, foi a forma que encontrei de sobreviver, de ser feliz (ainda que por breves instantes). Não te matei, apenas me limitei a fechar a porta guardando a chave comigo. Porém, o lugar que te pertence ninguém ocupa, é só teu (nosso!)... empresto os fragmentos e alimento o que ficou.
Caminho devagar pela praia deserta. Aos meus pés vêm morrer as ondas que o mar atira, furiosamente, contra a areia. O vento despenteia-me os cabelos e faz voar os meus pensamentos, ante os meus olhos humedecidos. Sou invadida por uma imensidão de sentimentos e mergulho no meu pequeno mundo. Tenho oura vez menos dez anos... aliso a areia porque hoje não vou erguer nenhum castelo. Já aqui escrevemos os nossos nomes e, o mar levou, da mesma forma que o tempo domesticou o amor que um dia te tive... Hoje, deixo apenas as nossas iniciais... nunca me esqueci de ti... segui em frente, fechei a porta mas, trago-te comigo.
Vestígios de ti... de mim... de nós... do que fomos e ainda somos. Tróia vai crescendo, evolução natural... fico contente mas, também tenho medo que este crescimento destrua este sítio mágico, porque se os lugares que alimentam a nossa memória forem adulterados, as nossas recordações não serão mais do que imagens... e, receio que n~qao resistam, dizem que o tempo destrói tudo -até as imagens mais queridas.
Faz-me falta o teu sorriso, faz-me falta amar o teu sorriso. Esta história deixou marcas indeléveis... durante muito tempo ainda sonhei reencontrar-te, algures, entre o passado e o futuro; hoje, vim só à procura da recordação do mais belo amor da minha vida, para relativizar, quem sabe... o presente... Retalhos do passado... um confuso emaranhado.
sempre gostei muito de te ver a sorrir... enchias-me a vida de côr e sabia-lo. Agora é a minha vez... revisitei as memórias e um enorme sorriso toma conta do meu rosto; acabou mas foi tão bom enquanto durou... valeu a pena pela intensidade com que foi vivido. Estou em paz. Arrrumo o passado numa gaveta da alma e sigo em frente, sem precisar olhar para trás. Não, nunca me esqueci de ti!
Para si...
O menino até pode ser um cliché... não me importo. A sua companhia é, realmente, fantástica! Já lhe disse que é um excelente conversador?!
Na verdade, gosto sempre imenso dos bocadinhos de intimidade que partilhamos. Conforme lhe disse, verdades aparentes, mascaradas... Nesta peça, nem eu nem o menino, nenhum de nós é autor ou encenador, somos ambos meros actores... vamos ver onde é que isto vai dar?! Acha que somos capazes de ser espectadores da nossa própria vida?
Meu querido, disse-lho hoje e repito, eu não vivo a vida: penso-a e sinto-a, ponto. Ainda não o consegui desvendar a si... nem sei bem se o sinto se o penso, nem quero saber, pelo enorme prazer que tenho em ir descobrindo, aos poucos, pequenos fragmentos do que é... do que quer ser... do que mostra ser... do que não é, de todo...
Magnólia... Gosto! Diana Krall... Impressionante! Embalada na melodia e perdida entre cafés e cigarros... gostei de o encontrar!
Não sei se este não é um jogo demasiado perigoso... mas, deixo-me ir. Quando estamos juntos somos -mesmo!- capazes de reinventar alegrias.
Está bem, vamos...!
Beijinho grande,
Inês...
| Na verdade, gosto sempre imenso dos bocadinhos de intimidade que partilhamos. Conforme lhe disse, verdades aparentes, mascaradas... Nesta peça, nem eu nem o menino, nenhum de nós é autor ou encenador, somos ambos meros actores... vamos ver onde é que isto vai dar?! Acha que somos capazes de ser espectadores da nossa própria vida?
Meu querido, disse-lho hoje e repito, eu não vivo a vida: penso-a e sinto-a, ponto. Ainda não o consegui desvendar a si... nem sei bem se o sinto se o penso, nem quero saber, pelo enorme prazer que tenho em ir descobrindo, aos poucos, pequenos fragmentos do que é... do que quer ser... do que mostra ser... do que não é, de todo...
Magnólia... Gosto! Diana Krall... Impressionante! Embalada na melodia e perdida entre cafés e cigarros... gostei de o encontrar!
Não sei se este não é um jogo demasiado perigoso... mas, deixo-me ir. Quando estamos juntos somos -mesmo!- capazes de reinventar alegrias.
Está bem, vamos...!
Beijinho grande,
Inês...
Mercado De Sorrisos!!!
Depois da tempestade fomos, com o nosso molho de bróculos, ao mercado. Isto, dito por outras palavras, quer dizer que aproveitámos o passeio para adquirir os temperos para a salada russa.
Gostei imenso da qualidade dos produtos... 9!
Um autêntico mercado de sorrisos... Sorrisos francos, de quem se assume exactamente como é, sem subterfugios ou figuras de estilo. Não resisti, trouxe o teu sorriso comigo... Já me fazia falta.
Ah! O encarnado é, definitivamente, a tua cor!
| Gostei imenso da qualidade dos produtos... 9!
Um autêntico mercado de sorrisos... Sorrisos francos, de quem se assume exactamente como é, sem subterfugios ou figuras de estilo. Não resisti, trouxe o teu sorriso comigo... Já me fazia falta.
Ah! O encarnado é, definitivamente, a tua cor!
Fim do dia (no lado quente da saudade)
Fim do dia (no lado quente da saudade)
Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado
O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar
O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua
Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste
Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado
E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade
Mafalda Veiga
Como tu me costumas repetir muitas vezes, uma das piores características do ser humano é habituar-se a qualquer condição... Eu esforço-me por contrariar as más práticas reiteradas, cultivando aquelas que valem realmente a pena e procuro conferir-lhes a convicção de obrigatoriedade. Nem sempre é simples fazer a destrinça entre ambas. Por conseguinte, tento encontrar (sempre!!!) o melhor de cada pessoa, por isso é que tenho uma tão vasta panóplia de afectos e AQUELES AMIGOS.
Há uns anos a esta parte, descobri aquele lugar... tão mágico e tão cruel... um verdadeiro BIG BROTHER! Quanto a isso, não vale a pena explicar, basta ir tomar um cafézinho mais a sul.
Sim, também eu não fujo à regra, quando cheguei era apenas e só uma criança. Estudei o que vem nos livros e iniciei uma das mais marcantes etapas da minha socialização. Deparei-me com o que há de melhor e pior, na sociedade e nas pessoas. Fiz AMIGOS para a vida, conheci muita gente (alguns que mais valia ter olhado para a montra dos bolos) e percebi que as pessoas nem sempre são o que parecem e, apesar das desilusões, algumas revelaram-se bem melhores.
O mundo já girou muitas vezes e, apesar das alterações de circunstância, aquele pequeno lugar continua o mesmo. Algumas personagens foram mudando, eu fui ficando... eu e tantos outros. Evoluí, -é um facto!- mas, o melhor e o pior da minha vida, continuam indelevelmente associados a muito do que sucedeu no interior daquelas quatro paredes.
Passo em revista os últimos anos, como se de um filme se tratasse (e que filme!!!)... hesito, mas acabo por concluir que valeu a pena, vale a pena! Muitas das pessoas mais importantes da minha vida, foram-me lá dadas a conhecer, entre um cigarro e outro, com tantos cafés à mistura.
Mais do que um abrigo, é um abrigo de afectos, um local de culto onde se volta sempre (nem que seja para dizer "olá!" e saber como estão todos)!
Aquele café tem sevido para quase tudo... acho que já lá passei mais tempo do que na minha própria casa. Durante anos, constituiu um verdadeiro apêndice do pátio do Liceu, hoje é um eterno retorno, Uno Primordial, citando Nietsche. - E por falar em Nietsche... as SAUDADES que eu tenho de Filosofia...!
Saudades... às vezes gostava de voltar ao tempo em que, muitos de nós, constituíamos um verdadeiro clã, mas o tempo não volta e muitas coisas são irrepetíveis (é pena!). Todavia, e apesar do saldo ser francamente positivo, fizeram-me bem os desgostos, a dor das várias desilusões, as perdas, etc. para poder dar o devido valor ao -tanto e tão bom!- que ficou. Ter conhecido o amargo fez-me valorizar ainda mais (e com verdadeiro conhecimento de causa) o Doce. Aprendi que a pior coisa que há ter saudades de alguém que está perto.
Alterou-se a realidade (ou talvez eu tenha passado a ver as coisas como elas realmente são) descobri que, afinal, há mesmo gente que não presta e que não vale NADA, mas é certo que AQUELES QUE VALEM REALMENTE A PENA FICARAM E ESTÃO COMIGO! "... mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós...".
Aquele espaço é mesmo um verdadeiro livro, que um dia talvez venha a ser de memórias, do que fomos e do que ainda somos. É fundamental referir que foi por aquelas paragens, e com as pessoas que por lá passaram, que encontrei a melhor definição de amizade que conheço. Sim, a sul, a AMIZADE revelou-se A MAIS BELA FORMA DE AMOR!
Sim, e há sempre "alguém que me faz sentir que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir" e aquele espaço físico é só o doce pretexto... o lado quente das nossas saudades! Tem muitas coisas nefastas mas, eu não vou de todo desistir das pérolas que ainda restam.
Vasculho as memórias e verifico que as guardo intactas. Ficou o que há de melhor, das lágrimas e dos sorrisos. Tantas conversas e aqueles abraços tão fechados. Sei que há quem sinta aquilo como eu, para nós continua a valer a pena... enquanto houver caminho, havemos de seguir em frente... ultrapassando obstáculos e sobreVIVENDO aos demais acidentes de percurso.
Não me habituei, nem quero nunca habituar-me, à maldade alheia mas tenho plena convicção de que hoje sou uma pessoa bem mais forte e, tenho a presunção de julgar, um pouco melhor!
Neste Big Brother, as expulsões e as nomeações são relativas. Não me vou dar ao trabalho de nomear quem não interessa, esses nem sequer fazem parte desta estória - que para mim é a que conta! Quero, sim, nomear os Outros... os verdadeiros personagens desta maravilhosa peça. Como a minha amiga Rita Wemens me ensinou, há os outros com letra maiúscula e minúscula. Vocês sõ, sem sombra de dúvidas, OUTROS, os TAIS!!! Refiro-me a cada um de vós, B.L.I.M.G. -isto dito,quase se confunde com o meu nome- não obstante haver outros seres fantásticos que adoro e que também enchem o meu dia-a-dia de côr.
Cinco iniciais que constituem o que aquela fachada com néon me trouxe de mais precioso.
Tu B., és o melhor amigo que alguém pode ter, e mais não escrevo porque gosto do prazer de to dizer, repetidas vezes, a cada dia.
Tu L., és a bonança no meio de tantas tempestades, uma das melhores pessoas que conheço e, por conseguinte, uma das minhas maiores amigas (tu sabes disso, não é meu amor?!).
Tu I., és -como não me canso de te dizer- um dos maiores presentes que a vida me deu e, claro!, outra das maiores amigas que tive em toda a vida.
Tu M., minha princesa... és sempre tudo, minha GRANDE AMIGA!
Tu G., meu príncipe... tenho tido sempre o melhor de ti e que melhor!
Meus queridos, obrigada por tudo! Vocês constituem dos mais importantes pilares da minha existência (a par da minha família), os amigos são -sem sombra de dúvidas- a família que escolhemos... vocês, meus AMIGOS, são a família que eu escolhi... Obrigada por me terem escolhido, por dividirem a vida comigo, por serem -simplesmente- o que são, vocês!
Páro para tentar organizar o que sinto... gosto tanto de vocês que tenho dificuldade em encontrar palavras que o possam exprimir. Obrigada, meus amores! Para cada um de vós, um beijo grande... o Oscar Wilde tinha razão, a vida traz sempre papoilas nos braços!
Gosto deste hábito... vamos beber um cafézinho? =)
| Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado
O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar
O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua
Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste
Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado
E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade
Mafalda Veiga
Como tu me costumas repetir muitas vezes, uma das piores características do ser humano é habituar-se a qualquer condição... Eu esforço-me por contrariar as más práticas reiteradas, cultivando aquelas que valem realmente a pena e procuro conferir-lhes a convicção de obrigatoriedade. Nem sempre é simples fazer a destrinça entre ambas. Por conseguinte, tento encontrar (sempre!!!) o melhor de cada pessoa, por isso é que tenho uma tão vasta panóplia de afectos e AQUELES AMIGOS.
Há uns anos a esta parte, descobri aquele lugar... tão mágico e tão cruel... um verdadeiro BIG BROTHER! Quanto a isso, não vale a pena explicar, basta ir tomar um cafézinho mais a sul.
Sim, também eu não fujo à regra, quando cheguei era apenas e só uma criança. Estudei o que vem nos livros e iniciei uma das mais marcantes etapas da minha socialização. Deparei-me com o que há de melhor e pior, na sociedade e nas pessoas. Fiz AMIGOS para a vida, conheci muita gente (alguns que mais valia ter olhado para a montra dos bolos) e percebi que as pessoas nem sempre são o que parecem e, apesar das desilusões, algumas revelaram-se bem melhores.
O mundo já girou muitas vezes e, apesar das alterações de circunstância, aquele pequeno lugar continua o mesmo. Algumas personagens foram mudando, eu fui ficando... eu e tantos outros. Evoluí, -é um facto!- mas, o melhor e o pior da minha vida, continuam indelevelmente associados a muito do que sucedeu no interior daquelas quatro paredes.
Passo em revista os últimos anos, como se de um filme se tratasse (e que filme!!!)... hesito, mas acabo por concluir que valeu a pena, vale a pena! Muitas das pessoas mais importantes da minha vida, foram-me lá dadas a conhecer, entre um cigarro e outro, com tantos cafés à mistura.
Mais do que um abrigo, é um abrigo de afectos, um local de culto onde se volta sempre (nem que seja para dizer "olá!" e saber como estão todos)!
Aquele café tem sevido para quase tudo... acho que já lá passei mais tempo do que na minha própria casa. Durante anos, constituiu um verdadeiro apêndice do pátio do Liceu, hoje é um eterno retorno, Uno Primordial, citando Nietsche. - E por falar em Nietsche... as SAUDADES que eu tenho de Filosofia...!
Saudades... às vezes gostava de voltar ao tempo em que, muitos de nós, constituíamos um verdadeiro clã, mas o tempo não volta e muitas coisas são irrepetíveis (é pena!). Todavia, e apesar do saldo ser francamente positivo, fizeram-me bem os desgostos, a dor das várias desilusões, as perdas, etc. para poder dar o devido valor ao -tanto e tão bom!- que ficou. Ter conhecido o amargo fez-me valorizar ainda mais (e com verdadeiro conhecimento de causa) o Doce. Aprendi que a pior coisa que há ter saudades de alguém que está perto.
Alterou-se a realidade (ou talvez eu tenha passado a ver as coisas como elas realmente são) descobri que, afinal, há mesmo gente que não presta e que não vale NADA, mas é certo que AQUELES QUE VALEM REALMENTE A PENA FICARAM E ESTÃO COMIGO! "... mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós...".
Aquele espaço é mesmo um verdadeiro livro, que um dia talvez venha a ser de memórias, do que fomos e do que ainda somos. É fundamental referir que foi por aquelas paragens, e com as pessoas que por lá passaram, que encontrei a melhor definição de amizade que conheço. Sim, a sul, a AMIZADE revelou-se A MAIS BELA FORMA DE AMOR!
Sim, e há sempre "alguém que me faz sentir que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir" e aquele espaço físico é só o doce pretexto... o lado quente das nossas saudades! Tem muitas coisas nefastas mas, eu não vou de todo desistir das pérolas que ainda restam.
Vasculho as memórias e verifico que as guardo intactas. Ficou o que há de melhor, das lágrimas e dos sorrisos. Tantas conversas e aqueles abraços tão fechados. Sei que há quem sinta aquilo como eu, para nós continua a valer a pena... enquanto houver caminho, havemos de seguir em frente... ultrapassando obstáculos e sobreVIVENDO aos demais acidentes de percurso.
Não me habituei, nem quero nunca habituar-me, à maldade alheia mas tenho plena convicção de que hoje sou uma pessoa bem mais forte e, tenho a presunção de julgar, um pouco melhor!
Neste Big Brother, as expulsões e as nomeações são relativas. Não me vou dar ao trabalho de nomear quem não interessa, esses nem sequer fazem parte desta estória - que para mim é a que conta! Quero, sim, nomear os Outros... os verdadeiros personagens desta maravilhosa peça. Como a minha amiga Rita Wemens me ensinou, há os outros com letra maiúscula e minúscula. Vocês sõ, sem sombra de dúvidas, OUTROS, os TAIS!!! Refiro-me a cada um de vós, B.L.I.M.G. -isto dito,quase se confunde com o meu nome- não obstante haver outros seres fantásticos que adoro e que também enchem o meu dia-a-dia de côr.
Cinco iniciais que constituem o que aquela fachada com néon me trouxe de mais precioso.
Tu B., és o melhor amigo que alguém pode ter, e mais não escrevo porque gosto do prazer de to dizer, repetidas vezes, a cada dia.
Tu L., és a bonança no meio de tantas tempestades, uma das melhores pessoas que conheço e, por conseguinte, uma das minhas maiores amigas (tu sabes disso, não é meu amor?!).
Tu I., és -como não me canso de te dizer- um dos maiores presentes que a vida me deu e, claro!, outra das maiores amigas que tive em toda a vida.
Tu M., minha princesa... és sempre tudo, minha GRANDE AMIGA!
Tu G., meu príncipe... tenho tido sempre o melhor de ti e que melhor!
Meus queridos, obrigada por tudo! Vocês constituem dos mais importantes pilares da minha existência (a par da minha família), os amigos são -sem sombra de dúvidas- a família que escolhemos... vocês, meus AMIGOS, são a família que eu escolhi... Obrigada por me terem escolhido, por dividirem a vida comigo, por serem -simplesmente- o que são, vocês!
Páro para tentar organizar o que sinto... gosto tanto de vocês que tenho dificuldade em encontrar palavras que o possam exprimir. Obrigada, meus amores! Para cada um de vós, um beijo grande... o Oscar Wilde tinha razão, a vida traz sempre papoilas nos braços!
Gosto deste hábito... vamos beber um cafézinho? =)
FANTÁSTICO!
"Não foi o princípe que mudou, o pé da Cinderela é que cresceu!"
|
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis.
Tenho saudades suas...
Beijinho grande,
Pestinha.
| Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis.
Tenho saudades suas...
Beijinho grande,
Pestinha.
"lado quente da saudade"...
Obrigada!
Beijinhos,
Maria Inês.
| Obrigada!
Beijinhos,
Maria Inês.
ÉS FANTÁSTICA!
És FANTÁSTICA! Por tantas coisas que nem sei se encontro palavras suficientes para o exprimir... vou tentar!
De vez em quando a vida dá-nos presentes, daqueles especiais, que nos marcam para sempre. Pessoas únicas que cruzam o nosso caminho. Tu és, sem sombra de dúvida, um enorme presente que Deus me deu. És a prova viva de que quando Ele fecha uma porta, abre sempre uma janela!
Uma FANTÁSTICA janela, aberta para a vida e para o mundo, que deixa entrar a luz do dia e o brilho das estrelas. Tu és exactamente isso, luz!
És FANTÁSTICA... a melhor amiga que alguém pode ter, uma menina-mulher que me faz rir das coisas que me fazem chorar, uma pessoa incrível de sólidos prncípios morais e éticos, um ser humano de excepção, a nora que qualquer sogra gostaria de ter, a filha exemplar, etc.
Mas és, sobretudo, FANTÁSTICA!... por seres TU e, apenas, TU! Forte, doce, inteligente... acho que é melhor por ordem alfabética ;)...
Amiga (atenta, alegre...), Bonita (sim, amor, és linda! por dentro e por fora!), Convicta (uma mulher de convicções), Doce (determinada, divertida...), Elegante (enérgica,empenhada, ESPECIAL...) , Franca (FIEL...) , GRANDE (genuína) , Humana, Inteligente, Justa (janela), Lutadora, Meiga, Nana, Obestinada, Preocupada, Querida, Respeitadora, Sensível, TU, Única, Vocalista da tua própria vida (verdadeira)... pronto e as outras letras são difíceis... isto tudo só para dizer que és, mesmo, FANTÁSTICA! Por tudo isto e muito mais... Porque sim!... Porque és TU e eu ADORO-TE, por seres mesmo assim!
E não me canso de repetir que és FANTÁSTICA e que tenho o maior orgulho do mundo em ser tua amiga! Obrigada por fazeres parte da minha vida, pela tua amizade, pelo teu sorriso... e por me dares, todos os dias, motivos para acreditar que a amizade é a mais bela forma de amor.
Ah!... já me estava a esquecer... ÉS FANTÁSTICA!
Beijinhos grandes.
P.S.- se voltares a perguntar porque é que és FANTÁSTICA, terei todo o gosto em tornar a repeti-lo! ;)
| De vez em quando a vida dá-nos presentes, daqueles especiais, que nos marcam para sempre. Pessoas únicas que cruzam o nosso caminho. Tu és, sem sombra de dúvida, um enorme presente que Deus me deu. És a prova viva de que quando Ele fecha uma porta, abre sempre uma janela!
Uma FANTÁSTICA janela, aberta para a vida e para o mundo, que deixa entrar a luz do dia e o brilho das estrelas. Tu és exactamente isso, luz!
És FANTÁSTICA... a melhor amiga que alguém pode ter, uma menina-mulher que me faz rir das coisas que me fazem chorar, uma pessoa incrível de sólidos prncípios morais e éticos, um ser humano de excepção, a nora que qualquer sogra gostaria de ter, a filha exemplar, etc.
Mas és, sobretudo, FANTÁSTICA!... por seres TU e, apenas, TU! Forte, doce, inteligente... acho que é melhor por ordem alfabética ;)...
Amiga (atenta, alegre...), Bonita (sim, amor, és linda! por dentro e por fora!), Convicta (uma mulher de convicções), Doce (determinada, divertida...), Elegante (enérgica,empenhada, ESPECIAL...) , Franca (FIEL...) , GRANDE (genuína) , Humana, Inteligente, Justa (janela), Lutadora, Meiga, Nana, Obestinada, Preocupada, Querida, Respeitadora, Sensível, TU, Única, Vocalista da tua própria vida (verdadeira)... pronto e as outras letras são difíceis... isto tudo só para dizer que és, mesmo, FANTÁSTICA! Por tudo isto e muito mais... Porque sim!... Porque és TU e eu ADORO-TE, por seres mesmo assim!
E não me canso de repetir que és FANTÁSTICA e que tenho o maior orgulho do mundo em ser tua amiga! Obrigada por fazeres parte da minha vida, pela tua amizade, pelo teu sorriso... e por me dares, todos os dias, motivos para acreditar que a amizade é a mais bela forma de amor.
Ah!... já me estava a esquecer... ÉS FANTÁSTICA!
Beijinhos grandes.
P.S.- se voltares a perguntar porque é que és FANTÁSTICA, terei todo o gosto em tornar a repeti-lo! ;)
"Em nome dos homens!"
30.Dezembro.2003
São 3:15 da manhã e, para variar, não tenho sono. Começei por arrumar a carteira e acabo a arrumar ideias.
Sabes como é... a carteira de uma mulher, para além de cumprir a função convencional, constitui um verdadeiro baú de recordações; pequenos tesouros,religiosamente guardados (e, confusamente), misturados com extractos do banco,notas, cartões, etc.
A minha carteira estava a chegar a um estado absolutamenta caótico e, a cada papelinho que lhe assomava, ameaçava rebentar pelo que, tive mesmo que lhe fazer uma limpeza criteriosa.
Foi então que encontrei uma das minhas preciosidades, a primeira carta que me escreveste. Olhei para a data... foi há tanto tempo... aconteceu tanta coisa entretanto. Leio-te e um enorme sorriso aflora-me ao rosto. Sinto uma ternura imensa... por ti, por mim, por nós, por esta cumplicidade única que nos une... Meu querido amigo, a amizade é - mesmo! - a mais bela forma de amor! (Estou a tornar-me um tanto ou quanto repetitiva =) ).
"Em nome dos homens", lembras-te?! =)
Pego na citação que escolheste "Obrigado por tudo. Por existires, por estares comigo, por me amares e por me mostrares a cada instante que, apesar de os homens serem um mal necessário, valeu muito a pena teres casado comigo. Gosto de ti como jamais gostei de alguma coisa. Não te adoro, porque quem adora não quer tocar, quer venerar. E eu tudo o que mais quero é tocar-te apaixonadamente, e mostrar-te na pele o quanto te amo. sim, porque isto não é gostar, não é adorar é estar perdidamente apaixonado!..."
E não resisto a ir buscar o livro à estante.
Folheio-o com um sorriso... aquele sorriso... Descobri fragmentos, pequenos excertos que me emprestam, que me devolvem o que necessito...
"... Nunca imaginei que precisasses tanto de ajuda. Sempre te vi como uma rapariga alegre, divertida, bem-disposta. Achava que pessoas da tua idade, que vivem da escola para casa e de casa para a farra não tinham problemas que fossem além da roupa, do cabelo e dos namorados. Enganei-me, não foi maninha? Pois é. A vida às vezes passa-nos a correr por entre os dedos, e não damos por ela, ou pelo menos, não damos pelas pequenas coisas que a fazem valer a pena.
Agora tenho a certeza de que tudo vai ficar bem. Tens de saber começar do zero, tantas quantas vezes forem precisas. Tens de voltar a aprender a andar e a sonhar. Lembras-te quando a Rita te punha no chão a fazeres equilíbrio? Pois é, agora tens de ser tu. A tua força de vontade e a necessidade de provares a ti mesma que te consegues equilibrar e dar passos sozinha. Podem ser passos pequenos, têm é de ser firmes.
(...) Mas tu no fundo sempre soubeste que ias voltar a ser como antes. Cheia de vida, cor, alegria. Parece que te estou a ver, na praia (...) a correr pelo infinito areal. (...) sempre foste muito senhora do teu nariz. Corrias desalmadamente com os cabelos soltos e uma vontade de agarrar o mundo com as mãos dentro de um fato de banho azul-celeste (...).
Fica bem, e não percas nunca a certeza de que o mundo é todo teu. (...)"
Um dia a paz acaba sempre por chegar... espero que sim! Chego ao fim do livro...
"Nunca tinha sido pai. Mas sabia que ia sentir uma coisa tão forte que é muito superior a tudo. Estou na lua, não sei se estou a sonhar. De repente fecho os olhos e lembro-me do João: «Já nasceu a tua afilhada.»
(...) Tão minha. Tão nossa, Joana! (...) A bebé acorda, pode ser mentira ou presunção, mas vi-a rir-se para mim. Agarro-a meio desajeitado, meio com medo. Não lhe dou um beijo, não quero, posso magoá-la. Sinto-a leve e cheia de vida. Uma vida que, peço a Deus em pensamento, esteja repleta de coisas boas.
Agora sinto que o resto não é nada. Isto é mais que tudo. É o mundo. O meu, mas o mundo!
A Joana abre os olhos. Sorri. Eu deixo escapar uma lágrima de felicidade. Já me fazia falta.
- Como é que ela está?
- Linda e protegida por mim. E tu?
- Estou bem. Estás contente, Bernardo? É uma menina! - Agarro-lhe na mão.
- Ainda bem, assim vou ter o prazer de ver o filho do António aflito para lhe «fazer a folha». E como um dia se escreveu: «os homens precisam mais das mulheres do que as mulheres dos homens!»
É bom para o mundo que nasçam muitas. Bem-vinda, Leonor!"
Este livro, esta história... marcou uma época... na nossa vida e nas nossas estórias . "Em nome dos homens", valeu a pena!
"Fica bem, e não percas nunca a certeza de que o mundo é todo teu".
«Ninguém pode pedir/ Que fosses mais/ Do que o mais que tu foste!» ... O Luís Represas sabe do que fala... Que valha a pena!
Obrigada. Obrigada por tudo. Por existires, por estares comigo, por me aturares e por SERES, simplesmente, TU!
Meu amigo, meu companheiro e cúmplice. Acho que concordas comigo que a amizade é a mais bela forma de amor.
Beijo enorme,
Maria Inês. ;)
p.s._ Francisco Maria... palavras para quê?! :)
| São 3:15 da manhã e, para variar, não tenho sono. Começei por arrumar a carteira e acabo a arrumar ideias.
Sabes como é... a carteira de uma mulher, para além de cumprir a função convencional, constitui um verdadeiro baú de recordações; pequenos tesouros,religiosamente guardados (e, confusamente), misturados com extractos do banco,notas, cartões, etc.
A minha carteira estava a chegar a um estado absolutamenta caótico e, a cada papelinho que lhe assomava, ameaçava rebentar pelo que, tive mesmo que lhe fazer uma limpeza criteriosa.
Foi então que encontrei uma das minhas preciosidades, a primeira carta que me escreveste. Olhei para a data... foi há tanto tempo... aconteceu tanta coisa entretanto. Leio-te e um enorme sorriso aflora-me ao rosto. Sinto uma ternura imensa... por ti, por mim, por nós, por esta cumplicidade única que nos une... Meu querido amigo, a amizade é - mesmo! - a mais bela forma de amor! (Estou a tornar-me um tanto ou quanto repetitiva =) ).
"Em nome dos homens", lembras-te?! =)
Pego na citação que escolheste "Obrigado por tudo. Por existires, por estares comigo, por me amares e por me mostrares a cada instante que, apesar de os homens serem um mal necessário, valeu muito a pena teres casado comigo. Gosto de ti como jamais gostei de alguma coisa. Não te adoro, porque quem adora não quer tocar, quer venerar. E eu tudo o que mais quero é tocar-te apaixonadamente, e mostrar-te na pele o quanto te amo. sim, porque isto não é gostar, não é adorar é estar perdidamente apaixonado!..."
E não resisto a ir buscar o livro à estante.
Folheio-o com um sorriso... aquele sorriso... Descobri fragmentos, pequenos excertos que me emprestam, que me devolvem o que necessito...
"... Nunca imaginei que precisasses tanto de ajuda. Sempre te vi como uma rapariga alegre, divertida, bem-disposta. Achava que pessoas da tua idade, que vivem da escola para casa e de casa para a farra não tinham problemas que fossem além da roupa, do cabelo e dos namorados. Enganei-me, não foi maninha? Pois é. A vida às vezes passa-nos a correr por entre os dedos, e não damos por ela, ou pelo menos, não damos pelas pequenas coisas que a fazem valer a pena.
Agora tenho a certeza de que tudo vai ficar bem. Tens de saber começar do zero, tantas quantas vezes forem precisas. Tens de voltar a aprender a andar e a sonhar. Lembras-te quando a Rita te punha no chão a fazeres equilíbrio? Pois é, agora tens de ser tu. A tua força de vontade e a necessidade de provares a ti mesma que te consegues equilibrar e dar passos sozinha. Podem ser passos pequenos, têm é de ser firmes.
(...) Mas tu no fundo sempre soubeste que ias voltar a ser como antes. Cheia de vida, cor, alegria. Parece que te estou a ver, na praia (...) a correr pelo infinito areal. (...) sempre foste muito senhora do teu nariz. Corrias desalmadamente com os cabelos soltos e uma vontade de agarrar o mundo com as mãos dentro de um fato de banho azul-celeste (...).
Fica bem, e não percas nunca a certeza de que o mundo é todo teu. (...)"
Um dia a paz acaba sempre por chegar... espero que sim! Chego ao fim do livro...
"Nunca tinha sido pai. Mas sabia que ia sentir uma coisa tão forte que é muito superior a tudo. Estou na lua, não sei se estou a sonhar. De repente fecho os olhos e lembro-me do João: «Já nasceu a tua afilhada.»
(...) Tão minha. Tão nossa, Joana! (...) A bebé acorda, pode ser mentira ou presunção, mas vi-a rir-se para mim. Agarro-a meio desajeitado, meio com medo. Não lhe dou um beijo, não quero, posso magoá-la. Sinto-a leve e cheia de vida. Uma vida que, peço a Deus em pensamento, esteja repleta de coisas boas.
Agora sinto que o resto não é nada. Isto é mais que tudo. É o mundo. O meu, mas o mundo!
A Joana abre os olhos. Sorri. Eu deixo escapar uma lágrima de felicidade. Já me fazia falta.
- Como é que ela está?
- Linda e protegida por mim. E tu?
- Estou bem. Estás contente, Bernardo? É uma menina! - Agarro-lhe na mão.
- Ainda bem, assim vou ter o prazer de ver o filho do António aflito para lhe «fazer a folha». E como um dia se escreveu: «os homens precisam mais das mulheres do que as mulheres dos homens!»
É bom para o mundo que nasçam muitas. Bem-vinda, Leonor!"
Este livro, esta história... marcou uma época... na nossa vida e nas nossas estórias . "Em nome dos homens", valeu a pena!
"Fica bem, e não percas nunca a certeza de que o mundo é todo teu".
«Ninguém pode pedir/ Que fosses mais/ Do que o mais que tu foste!» ... O Luís Represas sabe do que fala... Que valha a pena!
Obrigada. Obrigada por tudo. Por existires, por estares comigo, por me aturares e por SERES, simplesmente, TU!
Meu amigo, meu companheiro e cúmplice. Acho que concordas comigo que a amizade é a mais bela forma de amor.
Beijo enorme,
Maria Inês. ;)
p.s._ Francisco Maria... palavras para quê?! :)
29.Dezembro.2003
"O mar por cima" ... devias ler... « (...) E as cortinas do mundo abriram-se de novo. (...) os casais para serem felizes devem guardar jardins secretos. Espaços inacessíveis ao outro que funcionem como derradeiros redutos, ou memoriais do que um dia fomos e poderemos voltar a precisar de ser. (...) Toda a gente tem os seus segredos.»
"O mar por cima" ... «E havia o mar. Como sempre. Como para sempre. E as gentes iam e vinham balançando naquela corrente de algas vermelhas e castanhas, enquanto o azul ficava sempre mais para lá. O profundo. Aquilo que é.»
................................................................................................................
Alentejo revisited...
Passou um ano... Mudou tanta coisa... Tenho saudades daquela menina que, numa tarde solarenga, chegou à pequena terra alentejana, carregada de malas e sonhos, pronta para viver uma aventura. Foi mais do que isso. Os amigos. A fogueira. O céu estrelado. Um novo ano... Momento, como música de fundo... Guardo comigo cada Momento daqueles momentos....
«... Um desvio na rua... uma voz de poeta... uma garrafa vazia... um cinzeiro apagado... um hotel numa esquina... um sono acordado... um secreto adeus... um café a fechar... um aviso na porta... um bilhete no ar... uma praça aberta... uma rua perdida... uma noite encantada... para o resto da vida... pedes-me um mometo... agarras as palavras... escondes-te no tempo... porque o tempo tem asas... levas a cidade... solta no cabelo... perdes-te comigo... porque o mundo é um momento...»
E houve outros Momentos ...
«... uma estrada infinita... uma cidade distante... uma chuva divina... um desejo apertado... uma noite esquecida... uma praia qualquer... um suspiro escondido... numa pele de mulher... um encontro em segredo... uma estrela cadente... um olhar que se afasta... um choro escondido... quando um beijo não basta... um semáforo aberto... um adeus para sempre... uma ferida que dói... não por fora... por dentro... pedes-me um momento...»
Procuro guardar sempre o melhor. Aprendi que não se deixa de gostar só porque as coisas acabam. "A verdade nunca é exacta, cada realidade encerra em si mesma tantas verdades quantas pessoas nela envolvidas." Somos muitos. Fomos muitos. A verdade deixou de ser relevante. Cada um ficou com a sua. Eu tenho a minha, a que carrego no coração. Acabou mas, mesmo assim, valeu a pena!
Alentejo revisited!
| "O mar por cima" ... devias ler... « (...) E as cortinas do mundo abriram-se de novo. (...) os casais para serem felizes devem guardar jardins secretos. Espaços inacessíveis ao outro que funcionem como derradeiros redutos, ou memoriais do que um dia fomos e poderemos voltar a precisar de ser. (...) Toda a gente tem os seus segredos.»
"O mar por cima" ... «E havia o mar. Como sempre. Como para sempre. E as gentes iam e vinham balançando naquela corrente de algas vermelhas e castanhas, enquanto o azul ficava sempre mais para lá. O profundo. Aquilo que é.»
................................................................................................................
Alentejo revisited...
Passou um ano... Mudou tanta coisa... Tenho saudades daquela menina que, numa tarde solarenga, chegou à pequena terra alentejana, carregada de malas e sonhos, pronta para viver uma aventura. Foi mais do que isso. Os amigos. A fogueira. O céu estrelado. Um novo ano... Momento, como música de fundo... Guardo comigo cada Momento daqueles momentos....
«... Um desvio na rua... uma voz de poeta... uma garrafa vazia... um cinzeiro apagado... um hotel numa esquina... um sono acordado... um secreto adeus... um café a fechar... um aviso na porta... um bilhete no ar... uma praça aberta... uma rua perdida... uma noite encantada... para o resto da vida... pedes-me um mometo... agarras as palavras... escondes-te no tempo... porque o tempo tem asas... levas a cidade... solta no cabelo... perdes-te comigo... porque o mundo é um momento...»
E houve outros Momentos ...
«... uma estrada infinita... uma cidade distante... uma chuva divina... um desejo apertado... uma noite esquecida... uma praia qualquer... um suspiro escondido... numa pele de mulher... um encontro em segredo... uma estrela cadente... um olhar que se afasta... um choro escondido... quando um beijo não basta... um semáforo aberto... um adeus para sempre... uma ferida que dói... não por fora... por dentro... pedes-me um momento...»
Procuro guardar sempre o melhor. Aprendi que não se deixa de gostar só porque as coisas acabam. "A verdade nunca é exacta, cada realidade encerra em si mesma tantas verdades quantas pessoas nela envolvidas." Somos muitos. Fomos muitos. A verdade deixou de ser relevante. Cada um ficou com a sua. Eu tenho a minha, a que carrego no coração. Acabou mas, mesmo assim, valeu a pena!
Alentejo revisited!